Abi Poty (1994) é indígena do Povo Potyguara, artista visual formado em Fotografia, produtor de audiovisual e performer. Nasceu no Rio de Janeiro e atualmente reside em São Paulo. Investiga a memória e a presença indígena nas cidades e periferias, concentra sua pesquisa na relação do corpo-território utilizando da foto e vídeoperformance um autoregistro performático ritualistico. Sua produção artística articula a colagem digital, artesanato, sementes, cerâmica e desenhos.
Formado em Fotografia pelo SENAI FIRJAN (RJ) em 2019, iniciou sua trajetória como produtor cultural no coletivo Humanização no Asfalto, que co-fundou em 2016, voltado à articulação de ações de cidadania e visibilidade LGBTQIA+ nas periferias do Rio de Janeiro. No coletivo, atuou como designer gráfico, filmmaker, editor e DJ. Em 2025, integrou a Residência das Plantas no Vale do Ribeira (Iguape/SP), participou da exposição coletiva intitulada "Artificios" com o projeto artístico "Tecnologias e movimentos para acessar o tempo" com trançado da fibra de taboa, sementes, penas, cerâmica, fotoperformance e videoperformance, a partir da experiência de convívio e pesquisa com o território e a coletividade. Em 2020 integrou a Residência ELÃ (Escola Livre de Artes, Galpão Bela Maré – RJ), onde deu início aos seus trabalhos como diretor de audiovisual, a partir da experiência vivida na residência, na qual dirigiu e atuou no curta Herança Banhada, obra que marca sua entrada no campo da direção e da performance em vídeo.
De 2020-2022 integrou o coletivo AZURUHU, assinando como diretor e produtor de audiovisual. Foi nesse contexto que se consolidou sua parceria com Kaê Guajajara, através do videoclipe Asas (Wiramiri) (2020), que contou com direção e finalização de Poty. Essa colaboração se desdobrou em diversos projetos, como os videoclipes Minha Força (Kaê Guajajara feat. Canario Negro e Nelson D, 2021), Ekize zo ma’e wi nehe (2021), Por Dentro da Terra (2022) e a edição do making of do álbum visual Kwarahy Tazyr, cuja turnê pelo Brasil resultou no documentário Turnê Kwarahy Tazyr (2024), dirigido por Abi Poty e Kandu Puri.
Como diretor e co-diretor, assinou também os videoclipes Ml’iton (Kandu Puri, 2021), Intermundos (Xipu Puri, 2023), Eu Abri o Caminho (Canário Negro, 2025), entre outros. Atuou como assistente de direção em Jogadora Rara (Brisa Flow, 2020) e no álbum visual Andarilha do Tempo (Anabya, 2023). Em reconhecimento à sua atuação no campo audiovisual, foi convidado como júri no Prêmio Genius Brasil de Música (2021) e na categoria Melhor Videoclipe do Flagra Rap (2023).
Em 2023, fundou a MIRIPONAN, produtora indígena de múltiplas linguagens ao lado do artista indígena Xipu Puri. Na Miriponan, Abi atua no setor criativo, desenvolvendo projetos autorais e colaborativos que articulam cinema, performance e artes visuais a partir de uma perspectiva indígena periférica. Seus trabalhos já foram exibidos em instituições e mostras como o Bananal Arte (São Paulo, 2025), Faculdade de Artes Visuais (FAV) - UFPA (Belém do Pará, 2025), Mural Digital - Escada Para as Nuvens (São Paulo, 2025), Revista Parênteses (2025), os programas Que Seja Doce (GNT, 2024), B de Brasil (History, 2024), The Taste Brasil (GNT, 2024), o documentário Aldeias Urbanas (Maroka Urb, 2024), o Centro Cultural da Diversidade (CCD, SP, 2024), a exposição Os Crias Originais na Associação Redes da Maré (RJ, 2023), Escola de Belas Artes da UFRJ (2023), exposição Supernova Uýra no MAM Rio (2022), La Biblioteca di Fábrica (Itália, 2022), Museu das Culturas Indígenas (SP, 2022 e 2024), 1ª Bienal de Arte Indígena (RJ, 2022), Casa de Cultura Mário Quintana (POA, 2021), exposição Presença (RJ, 2021), mostra Desejos Para o Agora e Para o Futuro (SP, 2021), Masculinidades em Diálogo (RJ, 2021), Instituto Moreira Salles (2020), Centro Cultural Hélio Oiticica (RJ, 2019), Arena Cultural Dicró (RJ, 2019) e UFRJ (2019).
Em 2024 e 2025 atuou como assistente de arte e produção de objetos em programas como The Taste Brasil (GNT), Que Seja Doce (GNT), B de Brasil (History) e Sessão de Terapia (Globoplay). Atualmente, desenvolve o longa-metragem CARCAÇA (2025), obra de caráter autobiográfico que fabula os deslocamentos e apagamentos da vivência indígena nas grandes cidades, entre Acari (RJ) e Heliópolis (SP), afirmando o corpo como território insurgente, sensível e em constante retomada.
ARTES VISUAIS
TECNOLOGIAS E MOVIMENTOS PARA ACESSAR O TEMPO, 2025
EXPOSIÇÃO COLETIVA "ARTIFICIOS", BANANAL ARTE - SÃO PAULO
FOTOPERFORMANCE
2016-2025
VIDEOPERFORMANCE
AUDIOVISUAL PARA TV
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO DE ARTE E OBJETOS
SESSÃO DE TERAPIA, 2025
GLOBOPLAY
TEMPORADA 6
THE TASTE BRASIL, 2024
GLOBOPLAY
TEMPORADA 7
QUE SEJA DOCE, 2024
GNT
TEMPORADA 11
B DE BRASIL, 2024
HISTORY BRASIL
TEMPORADA 2
DIREÇÃO AUDIOVISUAL
FOTOGRAFIA
ATL, 2023
Brisa Flow, 2021
Wescritor, 2022
ATL, 2023
COLAGEM DIGITAL
RAQUÉ POTIGUARA, 2021
WERA, 2021
KAA, 2020
GUERREIRA TUPINAMBÁ, 2022
DIREÇÃO AUDIOVISUAL