Lisi Potyguara nasceu em Crateús (CE) e cresceu na favela do Rio de Janeiro, vivenciando desde cedo a tensão entre o chão de terra de suas origens indígenas e o concreto da cidade. Ao longo de sua trajetória, transformou os apagamentos e desafios em potência, tornando-se uma das vozes mais propositivas pela valorização das culturas indígenas contemporâneas.
Atuante desde 2021 como produtora cultural, criadora de conteúdos digitais e assessora da artista Kaê Guajajara, Lisi utiliza plataformas como TikTok, Instagram e YouTube para dar visibilidade a narrativas indígenas urbanas, questionar estereótipos e abordar temas como demissexualidade, autoconhecimento, racismo, rivalidade feminina e pertencimento.
Em 2021, passou a integrar o coletivo Azuruhu, selo artístico dedicado ao desenvolvimento de artistas indígenas, onde atua na produção executiva e audiovisual para nomes como Kaê Guajajara, Nativos MC e Kandu Puri. Ainda em 2021, participou do processo completo de produção, assessoria e catering do álbum visual Kwarahy Tazyr, de Kaê Guajajara.
Em 2022, Lisi foi produtora executiva da 1ª Bienal de Artes Indígenas do Rio de Janeiro, evento inédito que reuniu obras visuais e apresentações de artistas indígenas. No mesmo ano, colaborou na 1ª Feira Literária Universitária Teko Haw (FLUTH), dedicada à literatura indígena contemporânea, com contação de histórias, lançamentos de livros, exposições e oficinas.
No audiovisual, atuou como atriz nos clipes: SUPERNOVA (Kaê Guajajara, 2022) SUMAÚMA (Kaê Guajajara, 2023), TUPINIVIKING (Negrayscow, 2023). Em novembro de 2024, foi parte da equipe de produção do IV COIREM - Congresso Internacional da Rexistência Maraka’nã, realizado na Universidade Indígena Pluriétnica Aldeia Marakanã, no Rio de Janeiro. O congresso discutiu temas como direitos indígenas, demarcação territorial, saúde e línguas originárias, com rodas de conversa, artes, grafismos, música e pajelanças.
Em 2024, foi também artista selecionada e assistente de montagem da exposição Aqui Estamos, no Museu de Arte Moderna (MAM), projeto de Uyra Sodoma. No mesmo ano, foi curadora da 1ª edição do Caderno Crias Originais, que reuniu jovens artistas indígenas em publicações inéditas.
No universo da moda e da representação, desfilou no Fórum de Diversidade da ABRH-RJ em 2023, no Teatro Firjan SESI Centro, encarnando a figura de uma possível futura presidente indígena. Também participou como modelo no projeto fotográfico Brasil com S, realizado pelo coletivo @lab_678 no mesmo ano.
Pela sua atuação, em 2024, Lisi recebeu homenagem da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, reconhecida como uma das “Juventudes em movimento: Construindo um Rio de Janeiro nosso!”, pela defesa do meio ambiente e das culturas indígenas no município.
Em tudo o que faz, Lisi Potyguara reafirma que a cultura indígena está viva e presente, nas favelas, nas redes sociais, nos palcos e nos espaços de resistência. Sua missão é inspirar outras gerações a se reconectarem com suas raízes e enxergarem a força das próprias histórias.
MODELO
FÓRUM DE DIVERSIDADE E INCLUSÃO CORPORATIVA DA ABRH-RJ
2024
Fotografia: Hugo Arloy
Editorial e Fotografia: Gustavo Paixão
2023
EDITORIAL CASA DE ANTÔNIA
2023
Fotografia: Guilherme Efrem
LAB 678 - BRASIL COM S
2024
ATRIZ
PRODUÇÃO
Produção, Assessoria e Catering
Produção
Produção Executiva